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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

DESCONSULTA


Eu sofro de amores, doutor. De amores inconfessos, proibidos, mal vividos. Eu os minto, doutor. Eu renego o amor e estufo o peito pra dizer que ele não me faz falta, que sua ausência não causa em mim o mais ínfimo efeito. Eu sofro da falta desse tipo de amor que faz o peito se desmantelar e cometer sandices, doutor. Aquele que descompassa o coração e embaralha todos os sentidos. Eu careço de amor. Eu padeço de amar. Eu sou movida à amor desde o mais suave suspiro até o desembesto trêmulo das minhas carnes. Eu morro de amor sem amar, doutor.
 A cura, há?

5 comentários:

  1. Fez-me lembrar um livro: "Agora que sou medico não encontrei cura para um coração trsite. Doutor, será que existem pilulas de esperança"?

    Muito bonito, este post...

    :)

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    1. Grata pelo seu olhar gentil...
      (Essa Mi também sou eu)

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  2. Para males do coração, corações?

    Gostei muito como usou as palavras!

    Beijo e linda vida!

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    1. E eu gostei muito de como você as sentiu... Obrigada!

      (Essa Mi também sou eu)

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'coragem!
pra que fechar a voz?
se a força do desejo
pulsa em cada
um de nós'

dele-milton nascimento


[#DoAmor]